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viernes, noviembre 14, 2008

Redes Sociales, una alternativa para la comunicación corporativa


Hace rato que las redes sociales dejaron ser exclusivas para las relaciones interpersonales, también son una herramienta indispensable para que las instituciones conozcan la apreciación que sus audiencias tienen sobre sus productos y servicios. Y ciertamente, sus responsables se han reinventado miles de formas para crear múltiples opciones, de tal forma no tienen que recurrir a gastos extras no estipulados en su presupuesto o más bien, conocer mejor a sus consumidores.

Pero no sólo implica el reducir costos, también de salir de la monotonía de darse a conocer a través brochures, misiones y visiones de la identidad corporativa, y entrar a otras dimensiones para hablar en el mismo idioma que habla su mercado. Así se expresaban los profetas Rick Levine, Christopher Locke, Doc Searls y David Weinberger cuando escribieron el famoso Clutrain Manifiesto en 1999, en el que presentaban 95 tesis sobre cómo los negocios deben operar y de examinar el impacto de Internet en los mercados y las organizaciones, para así crear nuevos niveles de comunicación.

El gran truco
¿Quién no tiene una cuenta en Facebook? Quien no, es como si estuviera en los ´80 aún maravillado por el atari. Si bien “Facebook te ayuda a conectarte y compartir con otras personas tu vida”, como reza su página de inicio, diría también, en el caso de las compañías, que te permite penetrar e interactuar de una forma más directa con quienes consumen sus productos.

Además de las comunidades participativas que se pueden crear en esta red, como la campaña utilizada por una cadena de supermercados dominicano, Supermercados Nacional, para promover una de sus actividades de responsabilidad social, también se ha convertido en una forma de hacer encuestas o mini encuestas a bajo coste, obteniendo en poco tiempo resultados sementados por sexo y edad, además de otras ventajas. (Ver más información en Soluciones Netquest).

Pero Facebook es sólo una de esas alternativas de “interacción corporativa externa”. Twitter es otro portal al que muchos recurren para obtener una difusión más rápida de sus informaciones, feed back inmediato, obtener más datos del cliente, seguimientos de eventos y otros más.

Youtube, la nueva forma de ver televisión, es otro canal que las grandes corporaciones han ordeñado para promover sus servicios y extender su filosofía a sus usuarios. Un ejemplo es Google. Con su Google Channel enseña cómo utilizar sus múltiples herramientas de navegación, ya sea desde el ordenador como por Iphone.

Importante
Usar las redes sociales como una estrategia de comunicación empresarial no siempre será efectiva si no se sabe emplear y más aún si no se saben manejar cada una de las alternativas a explotar. Un interesante blog sobre comunicación corporativa y la comunicación en general, resume este en el documento Nuevo Contexto en el que se encuadra la Comunicación Corporativa recomienda algunas pautas sobre el perfil de los comunicadores ante esta nueva forma de interacción y cómo reaccionar ante las adversidades que se puedan presentar.

Al menos estas son tres fuentes de vida que pueden ser útiles para eficientizar las comunicaciones corporativas. Hay otras más en la red (blogs, podcasts…) y otras que aún quedan por inventar. Por lo pronto, los directivos y coordinadores de comunicación que no tengan miedo de de cabalgar con eco en línea.

viernes, noviembre 07, 2008

Prepare-se: o fim do papel está próximo

Me perdoem os românticos, os saudosistas, os apegados. Me perdoem os jornalistas que amam o papel desajeitado e a mão suja de tinta e que ainda choram com saudades da máquina de escrever e da época em que se podia fumar na redação. A verdade é dura, mas precisa ser dita: a internet vai, sim, acabar com o jornal impresso. Eu sei que o nosso velho amigo resistiu à chegada do rádio, à invasão da televisão, mas, desculpem-me, desta vez, não vai sair ileso.

A internet chegou de mansinho: no início, era uma transposição do papel para a tela. Claro que aquilo não ia funcionar: quem iria perder tempo rolando centenas de páginas e cansando a vista com os textos enormes em letras miúdas? Diria você: “pouco prático, prefiro meu jornal, companheiro fiel, que carrego para onde quer que eu vá.”

Então, em uma velocidade muito maior do que se poderia esperar, arregaçou as mangas. Todo aquele conteúdo disperso começou a ser organizado, indexado, acessível a todo o mundo. E essas gente de todo o mundo passou a se comunicar, com uma rapidez que nenhum telegrama poderia superar. Primeiro por uma modalidade nova de correio: o eletrônico. Depois em tempo real, de computador para computador. A linguagem dessas mensagens foi adaptada: para conseguir “falar” de verdade, as frases tiveram que se encurtar. Para escrevê-las rápido, as palavras se contraíram. Para expressar tamanha emoção, ícones animados. E assim foi criada uma linguagem totalmente nova.


Os jornais também tiveram que se adaptar. Perceberam que a leitura de uma tela de computador seguia uma lógica distinta. Que a notícia precisava ser mais curta. E depois que precisava ser curta, mas com possibilidade de ser aprofundada. Essa foi a parte fácil. Difícil foi entender que a internet era muito maior que isso. Não queria só informar, queria interagir. Uma notícia não bastava. De um único lugar já não bastava. E seus usuários ficaram mal acostumados. Não queriam apenas ler. Queriam ouvir, queriam ver. Queriam, acima de tudo, participar.

Surgiu uma nova maneira de ver a notícia. Em tempo real: ninguém pode esperar o dia seguinte para saber o que acontece agora. Global: é possível saber, agora, o que dizem em qualquer canto do mundo. Multimídia: queremos ler, assistir e ouvir ao mesmo tempo. Interativa: já não é suficiente que te contem, é preciso discutir, ouvir, opinar, compartir.




É uma avalanche de desejos. Uma avalanche de informação. Mas os jornalistas ainda têm sua missão: ajudar a selecionar o que vale. E ajudar a pensar. Mas não se engane: o internauta vai comparar o que você diz com o que diz seu companheiro do Japão e, se não estiver de acordo, vai fazer seu próprio blog contra vocês dois. Ou fazer uma comunidade inteira (“I hate you”) no facebook. Ou monitorar seus passos e passar para milhares de seguidores no twitter. Você não é mais tão essencial e pode, sim, acabar desempregado.

Por isso, desça meu amigo, desse pedestal de jornalista-intelectual-saudosita-romântico. Trate de conhecer tudo isso que está atrás dessa tela de computador. É muito mais que um papel difícil de ler. É outro planeta, que está revolucionando não apenas o jornalismo, mas a forma que as pessoas têm de se relacionar, de ver e de compreender o mundo. Você, por mais apegado que seja, já não escreve mais cartas. E certamente não conseguiria desenvolver mais que três linhas em uma máquina de escrever. Seja sincero, os fumantes já te incomodam até mesmo nos bares. As coisas mudam, amigo. Evoluem. E até você, sem se dar conta, vai acabar se cansando da tinta preta das folhas dos jornais. Ah, e antes que eu me esqueça, quem foi que disse que você não pode levar seu papel digital pra onde quer que você vá?

Marina Loiola Bessa